Blog amigos da rainha

sábado, 13 de setembro de 2008

Canto eletro-percussivo

Daniela Mercury desembarca neste sábado em Natal com uma produção que promete fundir as batidas do samba reggae da Bahia com a universalidade da música eletrônica. O show eletro-percussivo será hoje às 19h apresentado dentro da programação do Coca-Cola Zero Festival, na Vila Folia, e vai misturar elementos de suas duas últimas turnês, Balé Mulato e Carnaval Eletrônico, que lhe renderam títulos importantes como os prêmios Ondas (Espanha), Tim e, mais recentemente, o Grammy Latino. No palco, os bailarinos e músicos estarão acompanhados de um DJ que, ao lado de Daniela, farão versões ao vivo de sucessos como Maimbê Dandá, um dos grandes hits do carnaval de Salvador na voz da artista.

Em recente artigo publicado nos Estados Unidos, a crítica norte-americana Camille Paglia classificou a cantora baiana como uma artista que cresceu incrivelmente em autoridade pessoal e domínio artístico nos últimos 15 anos e a apontou como um exemplo a ser seguido por artistas mais jovens ou consagradas, como Madonna. Nesta entrevista concedida com exclusividade ao Diário de Natal, Daniela fala sobre as comparações com a diva mundial do pop, sobre as críticas feitas por Camille Paglia, sobre as polêmicas envolvendo o seu nome, como o beijo dado na vocalista da banda Cheiro de Amor, Alinne Rosa, durante a gravação de um DVD e, é claro, sobre os preparativos para o show que fará esta noite, em Natal.

Diário de Natal (DN) – Neste sábado você se apresenta em Natal depois de muitos anos sem fazer shows na cidade. O que está preparando para o público natalense?
Daniela Mercury (DM) – Estou animadíssima, preparando minha alma para reencontrar o público de Natal, por quem tenho um carinho imenso. A característica do Coca-Cola Zero Festival é a interferência, o diálogo entre gêneros musicais dentro dos shows. Fui provocada a fazer uma mistura e, de imediato, propus a interferência da música eletrônica. Estou levando um DJ e vou misturar o meu último show, Balé Mulato, com elementos da turnê anterior, Carnaval Eletrônico, que foi pouco vista no Brasil. Estou comemorando dez anos do trio eletrônico no carnaval de Salvador e quero mostrar para o público de Natal essas minhas incursões na música eletrônica. Será um show muito alegre, dançante, vibrante, com todos os meus grandes sucessos.

DN - Camille Paglia escreveu em recente artigo que “Muitos grandes artistas foram criados pela Bahia, mas Daniela Mercury, através do seu extasiante casamento com a alma da cidade, se tornou sua deusa”. Como é ser apontada como um fenômeno musical por uma das mais importantes intelectuais na área de cultura e arte?
DM - Fiquei em êxtase, estava dizendo que é minha medalha de ouro das Olimpíadas, porque eu acompanho o trabalho de Camille Paglia desde os anos 90, quando ela lançou ‘‘Personas Sexuais’’ e ‘‘Sexo e Arte na Cultura Americana’’, que eu li. Eu gosto muito da forma como ela se refere à cultura popular, do interesse que ela tem pelo show business do mundo e principalmente americano, que ela vem analisando há muitos anos. Me senti lisonjeada como mulher e como artista. Eu que venho transitando em tantas áreas diferentes, misturando ritmos brasileiros com todo tipo de influência, como boa filha do Tropicalismo, mandei uma carta para ela dizendo que recebi suas palavras com a alegria de um carnaval na Bahia porque realmente é um reconhecimento intelectual importantíssimo, que me reforça muito como pessoa, como artista para continuar meu trabalho, e me anima a seguir minha intuição mais ainda.

DN - Em dois artigos, Camille Paglia a compara com Madonna, comparação, aliás, que já havia sido feita algumas vezes também pela mídia brasileira. O que você acha disso?
DM - Madonna é uma grande artista internacional, da qual sou fã e que sempre tive como referência de uma artista que se renova e que faz espetáculos com dança e que envolvem artes cênicas de todos os tipos. Camille fala nos artigos que gosta de uma arte feita com mais espontaneidade, mais visceral, com mais improvisos e que ela identifica isso no meu trabalho. Ela também disse identificar o ecletismo do meu trabalho como um valor. Ela diz ainda que Madonna perdeu um pouco essa sede de renovação, que eu não sei se concordo totalmente porque é uma visão muito particular dela. Eu não queria entrar no mérito de Madonna, que é uma artista mundial, que tem seu caminho. Para mim, que não consegui o espaço de comunicação que Madonna tem com o mundo, essa comparação é maravilhosa. Mas ao mesmo tempo me sinto bem diferente dela. Sou uma artista brasileira, que sempre busquei minhas próprias linguagens, minha identidade, que sempre valorizei muito a música brasileira, a música baiana, os ritmos que nós sintetizamos aqui. A arte é sempre muito difícil de ser comparada.

DN - A que você atribui toda esta repercussão internacional do seu trabalho?
DM - Camille Paglia sintetizou bem o sentido da minha arte. Ela comenta da africanidade, da diversidade rítmica do meu trabalho, da minha performance no palco, que ela acha mais feminina, fluida, da minha inquietação, das misturas que eu venho fazendo. Ela acha que eu estou crescendo no palco desde o início da minha carreira até agora. Fala da minha relação com meu povo, valoriza pontos que para mim são muito fundamentais no meu trabalho. Eu que me sinto às vezes um pouco solitária porque, apesar de ser a rainha do axé, ter a música da Bahia como a base do meu trabalho e ser uma artista de alegria, de festa, de um show vibrante, eu também sou uma artista que sempre tive uma referência muito grande de MPB e adoro as novas tendências de eletrônica e de qualquer sonoridade nova que eu me interesse no mundo. Sou muito aberta e isso me deixa um pouco solitária no meio da música popular brasileira porque sou uma das poucas artistas que fazem essas mudanças e têm um trabalho tão eclético.

DN -Hoje, praticamente tudo que é feito na Bahia é classificado como axé. Você ainda se sente à vontade de ser a líder de um movimento musical com propostas tão diversas?
DM - Às vezes as pessoas falam que o axé já virou outra coisa e que não me vêem tanto dentro desse novo contexto. Mas eu me vejo tanto dentro do contexto do axé quanto no contexto da MPB e dentro do contexto do mundo como artista pop, como uma artista que está sempre tentando fazer um trabalho muito sintonizado com o seu tempo, que não se prende ao passado e que não continua ligada nem às suas próprias tradições. Me sinto uma artista muito livre de rótulos, mas dentro deles todos também (risos).

DN - Você já gravou discos de axé, de música eletrônica e de MPB. E agora está em estúdio preparando um novo álbum. O que o público pode esperar desse novo trabalho?
DM - Estou preparando um disco de concertos novos, de arranjos. Embora tenha lançado quatro trabalhos diferentes nos últimos três anos (Baile Barroco, Clássica, Balé Mulato e Balé Mulato ao Vivo) o último disco que eu fiz em estúdio foi o Balé Mulato (2005). Estou desde o final do ano passado pesquisando repertório e a novidade é que estou compondo muito mais para este novo disco, que terá muitas músicas minhas e composições feitas com meu filho Gabriel, que está comigo no estúdio o tempo inteiro acompanhando a gravação e participando dela como arranjador, compositor e coordenador do trabalho de produção. Além do meu filho, estou trabalhando com Alfredo Moura, que fez comigo o Feijão com Arroz e o Elétrica, com Mikael Mutti, que foi meu parceiro em Sou de Qualquer Lugar em várias canções, com Ramiro Mussotto, que fez Balé Mulato e participou de quase todos os meus discos, e estou convidando músicos que não são da minha banda para fazer um diálogo também com novas tendências. O novo CD terá um pouco de eletrônica. Será um disco muito jovem, divertido, que tem uma leveza, mas que continua a ser eclético.

DN - O repertório já foi definido?
DM - Ainda estou com um número de canções maior do que vai ficar no disco, definindo repertório e produzindo canções novas. Mas já gravei, por exemplo, a canção Samba da Minha Terra, de Dorival Caymmi, que está dentro de um medley de sambas que eu fiz. Misturei Samba da Minha Terra com Samba da Benção e Baixa do Sapateiro numa versão mais moderna. Tem Preta, que foi muito bem recebida no carnaval deste ano, que eu gravei com Seu Jorge. É um disco que vem com mais elementos novos. Estou muito animada, mas estamos decidindo ainda quando ele vai ser lançado porque estou deixando-me fazer o disco sem pressa, uma vez que para fazer conceitos novos é preciso laboratório, pesquisas, tentativas e erros para buscar novas sínteses. Lá vou eu mais uma vez na minha busca infinita pela novidade.

DN - Este ano você lançou um DVD em comemoração aos quinze anos do disco O Canto da Cidade, que a projetou internacionalmente como a Rainha do Axé. Passado todo este período, qual a avaliação que faz da carreira?
DM - Me senti sempre uma artista muito livre para fazer tudo que eu quisesse, desde o começo da minha carreira. Quando eu revi o Especial O Canto da Cidade (produzido pela Rede Globo em 1992), cantando Legião Urbana, com Paralamas, Tom Jobim, eu já anunciava que era esta artista multifacetada. De lá para cá eu venho me reinventando mas mantendo a mesma força do Canto da Cidade, de identidade e defesa da música baiana, do samba reggae. Hoje eu me sinto muito feliz de ter construído essa história, de ter 14 trabalhos gravados, entre DVDs e CDs, de ter meus ladrilhos construídos. Porque eu acho que, independente de ter mais ou menos popularidade e sucessos em alguns momentos, de estar mais focada fora do país e de ficar nesta luta constante para me comunicar com o Brasil e com o mundo, eu consegui construir uma obra e isso me deixa muito feliz. Quando a gente começa a carreira, tem o anúncio de um artista que pretende construir um trabalho e hoje eu posso falar de parte desse trabalho construído.

DN - Em 2007, você venceu o Grammy Latino com o álbum Balé Mulato ao Vivo. O que mudou na sua carreira internacional após a conquista deste prêmio?
DM - Consegui mais divulgação do meu trabalho, mais visibilidade internacional. O Grammy Latino é uma espécie de medalha de ouro para nós da música, um dos maiores reconhecimentos que eu recebi dentro e fora do Brasil. Tenho recebido retornos do mercado de gravadoras e artistas que passaram a me conhecer mais a partir da conquista do Grammy, apesar de muitos já conhecerem minha trajetória, da artista brasileira que sou. Foi maravilhoso receber este prêmio junto com as comemorações dos 15 anos do Canto da Cidade.

DN - Você tem procurado se manter presente no Brasil, mas sem esquecer do mercado internacional. Como tem conseguido conciliar a agenda de shows e administrar uma carreira dentro e fora do país?
DM - Fico me desdobrando para continuar morando na Bahia e fazer uma carreira internacional porque não quero perder este chão, esta inspiração, esta ‘‘nordestinidade’’, este sotaque. A minha sensação é que quanto mais para fora eu vou, mais baiana, nordestina e brasileira eu fico. Sair do Brasil foi o natural de uma artista que se tornou grande nos anos 90 e que passou a receber convites para shows fora do país, o que permitiu ampliar a divulgação internacional do meu trabalho. São muitos países e o diálogo com cada um deles é delicado, sutil. Não é só chegar e fazer shows, mas dialogar com a grande massa da população de cada país. E eu já consegui isso depois de 14 anos de carreira internacional contínua, de insistentes idas à América Latina, à Europa, aos Estados Unidos e a países como Israel e Turquia. Hoje eu me sinto como se estivesse no Brasil em vários países. Sou conhecida e acolhida pelo público, pela imprensa e pelos produtores internacionais em muitos países. Tenho muito orgulho de representar o Brasil, o Nordeste.

DN - O que ainda falta conquistar internacionalmente?
DM - Vivo tentando explicar para o mundo a nossa diversidade cultural, querendo abrir portas para outros artistas brasileiros porque acho que devemos lutar para ampliar o espaço para a música brasileira se estabelecer no grande mercado mundial, que ainda não tem grandes artistas brasileiros inseridos. Sou uma das artistas mais conhecidas da minha geração, mas sei que precisamos lutar mais ainda, mas sem pressão, sem angústia, fazendo o que é possível para dar dimensão à música brasileira no mundo.

DN - Você é considerada uma artista de declarações a atitudes polêmicas, como o recente beijo dado na cantora Alinne Rosa durante a gravação de um DVD. Você se considera uma pessoa polêmica, gosta de chocar o público?
DM - Não sou polêmica por intenção, mas por falar claramente sobre as coisas, porque sempre tive uma visão aberta, porque sou direta em minhas colocações. A polêmica vem por conseqüência dos meus posicionamentos. Acho muito difícil a gente ficar neste mundo achando tudo ótimo, sem se posicionar. Não sou uma pessoa de reclamar, mas de propor reflexões querendo que sejamos melhores, que possamos crescer como país. O Brasil é um país muito aberto. Na Bahia ninguém estranha muito nada, todo mundo é artista. O povo nordestino é muito comunicativo, muito aberto a todas as influências. É um povo que mistura dezenas de elementos tradicionais. Veja o forró que sempre ressurge com novas caras. Somos um povo muito aberto, muito criativo. Somos um povo muito urbano, antenado.

DN - Você esperava que o beijo dado em Alinne causasse tanta repercussão?
DM - O beijo foi uma provocação divertida. Queria entender que país é este que a gente está vivendo. Fizemos uma brincadeira, sem muita pretensão. A música era provocativa e resolvemos brincar. Quero mais é ver as pessoas se divertirem e repensarem em que mundo a gente vive hoje.

Por Edwin Carvalho
Especial para o Diário de Natal

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Daniela Mercury está rindo à toa

Além de famosa pela bela voz e energia no palco, Daniela Mercury agora pode se orgulhar ainda mais do seu sorriso. A cantora baiana foi eleita entre os associados da Sociedade Brasileira de Odontologia Estética, SBOE, como a personalidade da mídia que tem o mais belo sorriso do Brasil. Ela recebe o prêmio no dia 13 de setembro, próximo sábado, no 14º Encontro Anual da SBOE, que acontece em Natal.

A votação é realizada todos os anos internamente entre os associados da SBOE. A premiação é entregue durante o congresso anual da SBOE, que, em 2008, acontece em Natal (RN), no Centro de Convenções e no Hotel Serhs, de 10 a 13 de setembro.

Daniela Mercury vai receber o título de o mais belo Sorriso do Ano, juntamente com uma premiação, das mãos do presidente da SBOE, Dickson M. Fonseca, odontólogo potiguar que preside o congresso deste ano. Será durante um jantar, ponto alto da programação social do evento, que contará com a cobertura dos principais veículos da mídia impressa e televisiva.

A rainha da axé music estará em Natal esta semana para um show que promete parar a cidade. A musa se apresenta, sábado, dia 13, no maior festival privado de música do RN, o Festival com a lógica zero da música.

Fonte: Carnatal / Diário de Natal

SIMTV fará cobertura inédita na TV local

Pela primeira vez na história do Rio Grande do Norte, a SIMTV promoverá uma das maiores coberturas de um festival privado, realizado em Natal, com 03hs de transmissão diárias, ao vivo, nos dia 12 e 13 de setembro, através de um mega estúdio montado exclusivamente para o evento.

A SIMTV exibirá também um programa especial com uma hora de duração, na próxima semana, mostrando os melhores momentos do Festival com a lógica Zero da música.

Sete câmeras, 1 grua e 1 helicóptero ajudarão a fazer uma transmissão que promete entrar para história da TV local. Para fazer uma cobertura completa, a transmissão contará com oito apresentadores.

Fonte: Carnatal

Coca-cola Zero Festival chega a Natal neste fim de semana

O Coca-cola Zero Festival que acontece em Natal neste fim de semana (12 e 13 de setembro) vai reunir sete bandas nacionais, além de atrações locais. A estrutura formada por dois palcos e uma tenda vai receber forró, axé e rock, além de muita música eletrônica.

O Festival será realizado no Vila Folia e a expectativa da Destaque Promoções, organizadora do evento, é que pelo menos 20 mil pessoas passem pelo local por dia. Serão praticamente 24 horas de música durante os dois dias de festa.

Sobem no palco principal as bandas Chiclete com Banana, Aviões Elétrico e Strike, na sexta-feira (12); e NX Zero, Daniela Mercury, Netinho e Forró do Muído no sábado (13). Na tenda eletrônica serão doze atrações distribuídas nos dois dias.

Com o intuito de valorizar as bandas locais, o festival abre espaço também para a apresentação de nove atrações potiguares, que foram previamente selecionadas. Irão se apresentar a Rosa de Pedra, The Volta, Seu Zé, The Cash, Du Souto, Lunares, Orquestra Boca Seca, João Teimoso’s e Yanks.

A Vila Folia terá uma preparação especial para receber o público nesses dois dias de Festival. O local será equipado com uma superestrutura de camarote com front stage, decoração baseada nas cores da Coca-Cola Zero, o reforço de uma equipe especializada em segurança e muita alegria, tudo para garantir o sucesso de um dos maiores festivais de música do país.

Vendas: Shopping Orla Sul - Telefone: (84) 3642.3962
Pista: R$35,00 (meia) e R$70,00 (inteira)
Camarote: R$80,00 (meia) e R$160,00 (inteira)

Confira a ordem de shows para o dia 13 de setembro de 2008 no palco principal
(abertura dos portões às 19h)

Du Souto
NX Zero
Daniela Mercury
Netinho
Forró do Muído

Fonte: Tribuna do Norte / Correio da Tarde

Daniela participa da 29º Expovel

A Sociedade Rural do Oeste inaugurou, no último dia 06 de setembro, no Shopping JL, o espaço destinado à divulgação e comercialização dos ingressos para os shows da 29ª Expovel, que acontecerá de 07 a 16 de novembro, em Cascavel, no Paraná. Estão confirmados Jota Quest, João Neto e Frederico, Marco e Montenegro, Guilherme e Santiago e Daniela Mercury, que fará o show de encerramento no dia 15 de novembro. Os ingressos já estão sendo vendidos. Mais informações pelo telefone (45) 3228-2526.

Fonte: Jornal Hoje

domingo, 7 de setembro de 2008

EXCLUSIVO: Daniela convida Natal para seu show!

Daniela Mercury conversou com EXCLUSIVIDADE com o Amigos da Rainha, e disse que pretende trazer muitas surpresas para o show que fará em Natal, no próximo dia 13 de setembro, na Vila Folia, durante o Coca-Cola Zero Festival. Aguardem as novidades que publicaremos esta semana!!!

Mas, enquanto isso, c
onfiram o convite de Daniela para o povo de Natal!

Se cuida, Madonna!

"Foi como se eu tivesse sido atingida por um raio, que reorganizou meus neurônios. Meu tédio e minha desilusão com a cultura popular desapareceram", escreveu Camille Paglia, a autora americana que abandonou a paixão intelectual que nutria por Madonna. O raio é a cantora DANIELA MERCURY, que ela conheceu através de cinco DVDs adquiridos quando esteve em Salvador, em maio. "Celebrei cada palavra dela como um Carnaval da Bahia. Fiquei em êxtase", derrete-se Daniela. As duas ainda não se conhecem, mas se correspondem "parte em inglês, parte em português". Para melhor entender as músicas, Camille está desvendando os mistérios da língua. Logo, logo deve falar minha rainha com delicioso sotaque baiano.

Fonte: Revista Veja, ed 40, coluna "Gente"

sábado, 6 de setembro de 2008

Daniela Mercury canta em Minas Gerais

Beleza, alegria e muita dança. Esses são alguns dos atrativos que vão marcar o show da cantora Daniela Mercury na cidade de Divinópolis, em Minas Gerais, no próximo dia 6, sábado. A cantora baiana vai agitar a noite em que será escolhida a nova Miss Minas Gerais. Fábio Jr. e o KLB também se apresentarão neste dia. O evento começa a partir das 21h30, no Estrela do Oeste Clube.

SERVIÇO

O quê: Show Daniela Mercury
Quando: 6 de setembro, sábado
Onde: Estrela do Oeste Clube, Divinópolis, Minas Gerais
Vendas de Ingressos e Informações: (37) 3222-8900

Fonte: Site Oficial DM

Daniela prestigia show de João Gilberto

Daniela Mercury fez questão de prestigiar o show de um dos grandes gênios da Bossa Nova, João Gilberto, em apresentação única no Teatro Castro Alves, em Salvador, na última sexta-feira. A cantora é fã declarada do artista que, embora seja baiano, pouco se apresenta em Salvador. O último show dele na cidade foi há dez anos. A foto, do site A Tarde On Line, é da chegada de Daniela ao show.

EXCLUSIVO: Daniela será avó de uma menina!

O blog Amigos da Rainha tem uma notícia em primeira mão: o primeiro neto da cantora Daniela Mercury será uma menina. A artista soube recentemente da novidade e está eufórica com a vinda do fruto da união do seu filho, Gabriel Póvoas, com a cantora Taís Nader. Linda e radiante aos 43 anos, Daniela se diz premiada com a paternidade do filho, que está dividindo a produção do novo disco da Rainha, ainda sem data para ser lançado.

PARABÉNS, DANIELA!

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

O Sorriso mais bonito do Ano é de Daniela Mercury

Além de famosa pela bela voz e energia no palco, Daniela Mercury agora pode se orgulhar ainda mais do seu sorriso. Isso mesmo! A cantora baiana foi eleita pela Sociedade Brasileira de Odontologia Estética como a dona do “Sorriso do Ano 2008”. Ela recebe o prêmio no dia 13, sábado, no 14º Encontro Anual da SBOE, que acontece na cidade de Natal – RN.

Fonte: Site Oficial DM

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Daniela fará show em Hollywood em março/2009

A Secretaria de Turismo do Uruguai e o complexo de lazer de Hollywood anunciaram novidades durante os seminários sobre os destinos na La Cumbre. O balneário de Punta Del Este tem 44 novos projetos turísticos, enquanto Montevidéu deve ganhar um novo terminal de passageiros em seu aeroporto internacional.

Já Hollywood confirmou uma festa brasileira com Daniela Mercury em março do próximo ano, um festival de música latina dentro de duas semanas e novos empreendimentos como o Charrow Park, que acaba de ser inaugurado, com investimento de US$ 20 milhões.

Fonte: Folha do Turismo

Promoção: Eu sou fã de Daniela

Se você é fã de Daniela Mercury e não quer ficar de fora do melhor festival de música do RN, esta é a sua chance. Cadastre-se na promoção e concorra a 2 ingressos de pista para o Festival com a lógica zero da música + 1 CD e DVD de Daniela Mercury. Corra, a promoção é relâmpago!

Para participar desta promoção é necessário que você esteja logado. Se você já possui cadastro entre com seu e-mail e senha. Caso não possua uma conta criada, faça já seu
cadastro rápido e gratuito no website.

PREMIAÇÃO

Serão sorteados 2 ingressos de pista + 2 CDs e 2 DVDs da rainha do axé music


Para participar da promoção é preciso ser cadastrado no site do Carnatal e escolher a promoção `Eu sou fã de Daniela`Serão sorteados 2 ingressos de pista + 2 CDs e 2 DVDs da musa baiana. Promoção válida entre os dias 02 10 de setembro. O resultado sairá no dia 10/09, quarta-feira.

Fonte: Carnatal

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Quem é a rainha?

Faz tempo que elas viraram as nossas Marlene e Emilinha do axé. Tornaram-se herdeiras das lendárias intérpretes rivais que fizeram história na época de ouro do rádio e dos carnavais de salão. Cantoras baianas importantes da geração posterior a Gal Costa e Maria Bethânia, as conterrâneas Ivete Sangalo e Daniela Mercury sabem que a competição entre seus tietes já faz parte do folclore baiano.

Não chega a ser uma rivalidade tão passional como a dos torcedores de um BA-VI, mas se a bola do jogo for a faixa de cantora soberana da axé music, a disputa é acirrada.

O guia turístico Alexandre Miguel, 30 anos, preside o séquito de 76 associados ao fã-clube Galera de Ivete, sediado em São José dos Campos, São Paulo. Chegou a se juntar aos mais de 450 mil membros da primeira comunidade de Ivete Sangalo cadastrada no Orkut, mas não aguentou o bate-boca das rodas de discussão regadas a insultos e palavrões. 'Ninguém podia falar nada a favor de Daniela que as pessoas caíam em cima', critica Alexandre sem perder o bom senso. Logo ele que, além de presidir apaixonadamente um fã-clube de Ivete, tatuou nas costas o rosto do seu ídolo maior, a quem acompanha há 12 anos.

Além de cultivar paixão semelhante, a legião de admiradores viscerais de Daniela tem um grito de guerra repetido em frente aos palcos, ao redor dos trios elétricos ou na porta dos camarins da musa: 'Uma uma uma! Rainha só tem uma!'. A resposta da oposição vem no mesmo tom impositivo. 'Ivete! Ivetinha! Você é a rainha da Bahia!', costuma berrar a tietagem no gargarejo dos shows da cantora, que se orgulha de ter um blog mais comentado do que o do candidato à Presidência americana Barack Obama, como informa no seu site oficial.

Presidente do fã-clube Vulcão da Liberdade, um dos mais antigos de Daniela Mercury em Salvador, o auxiliar administrativo Carlos Nei Serra, 28 anos, manda avisar à concorrência: 'Não adianta. Essa faixa ninguém tira dela'. O tiete baiano lembra que sua artista preferida abriu alas para a repercussão nacional da axémusic nos anos 90 e fincou os primeiros pés na trilha que levaria Ivete a também ganhar fama de majestade baiana. E completa com um argumento elitista: 'Daniela tem uma produção mais exigente, eficiente. Ivete é muito povão'.

De Fortaleza, a professora Rose Barbosa, 30 anos, presidente do fã-clube Levantou Poeira, rebate: 'Nós respeitamos Daniela mas, querendo ou não, doa a quem doer, é preciso aceitar que, hoje, quem merece ser chamada de rainha é Ivete. Basta ver a popularidade e o carisma que ela tem'. Um pouco mais embaixo, em Recife, o assistente de produção Rick Assis, 29, põe mais lenha na fogueira: 'A outra pode fazer muito sucesso, ser muito popular... Mas rainha, não'.

Personagem emblemático de uma cena musical que se mantém há mais de 20 anos, Daniela Mercury faz um discurso elegante quando o tema é a suposta competição de majestades no castelo da axé music. 'Ivete é uma grande cantora e se afirmou claramente no gênero que despontou para o Brasil de forma mais intensa comigo, com "O canto da cidade". A comparação é inevitável', suavizou numa entrevista recente ao CORREIO. Uma elegância que se estende à 'rival'. Quando precisa tirar do bolso uma resposta para essa insistente especulação, Ivete Sangalo faz questão de dizer que, no fã-clube de Daniela, ela é sócia número 1.

Competição pela faixa de rainha à parte,os admiradores de Ivete até convivem numa boa com a tietagem de Daniela. Mas, quando o assunto é Claudia Leitte, a conversa muda de tom. A ex-vocalista do Babado Novo é o que pode se chamar de 'pedra no sapato' desses tietes. E sempre pelo mesmo motivo: eles a acusam de ter copiado os passos de sua rainha veterana para virar celebridade.

A professora Rose Barbosa não alivia: 'Com os fãs-clubes dessa cantora, a gente não quer papo. Eles ficam com raiva porque quem está em todos os espaços é Ivete', pirraça a presidente do Levantou Poeira, movimentado por 40 associados em Fortaleza.

Mas não é bem assim. Lançada em carreira solo com status de megaestrela, Claudia está em todas as mídias e já pode ser considerada uma das artistas mais populares do Brasil. 'Sua comunidade principal tem hoje mais de 600 mil acessos. É o maior número do Orkut', sublinha Bruna Carvalho, assessora de fã da cantora carioca radicada em Salvador.

Em tempo: ao contrário do séquito de Ivete Sangalo, a tietagem de Daniela Mercury costuma falar de Claudia Leitte com um pouco mais de simpatia.

Fonte: Correio da Bahia (Matéria publicada na edição de 31/08/2008)

Orkut

No quesito Orkut, a concorrência mais acirrada, na verdade, fica entre Ivete Sangalo e Claudia Leitte. As duas cantoras têm mais de mil comunidades nas páginas de relacionamento, cada uma. Já Daniela Mercury aparece com cerca de 220. A artista, porém, supera as duas concorrentes em número de fãs-clubes no exterior.

Fonte: Correio da Bahia

Projetos sociais e esporte têm exposição no aeroporto

Salvador - Os 150 professores, atletas e representantes de diversos municípios brasileiros que participaram do 1º Fórum Caravana do Esporte e Caravana da Música neste final de semana começam a embarcar de volta às suas localidades.

Depois de três dias repletos de oficinas, dinâmicas e palestras de personalidades como Daniela Mercury, Ana Moser e Lars Grael, eles vão poder conferir, no saguão do check-in, no Aeroporto de Salvador, uma exposição de fotos com os registros da passagem dos projetos sociais Caravana do Esporte e Caravana da Música nas comunidades ao longo do ano.

Os projetos, promovidos pelo canal esportivo ESPN, em parceria com o Unicef, Instituto Esporte e Educação e a cantora Daniela Mercury, têm como objetivo levar o esporte e a arte como ferramentas da educação. O fórum, realizado no Hotel Pestana, de 29 a 31 de agosto, estabeleceu três metas para 2009: capacitação de profissionais, ampliação das atividades das caravanas no Brasil e a implantação de políticas públicas em prol do esporte e arte.

Fonte: Jornal da Mídia

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Shows do Coca-Cola Zero Festival começam às 19h. Confiram a programação completa do sábado, dia 13!

Palco Principal (Abertura dos portões as 19h)

Du Souto
NX Zero
Daniela Mercury
Netinho
Forró do Muído

Palco Alternativo (bandas locais)

Lunares
The Volta
João Teimoso’s
Yanks

Tenda Eletrônica

DJ Rapha Correia – RN
Seven Project – CE
Marcelinho CIC – SP
Machines Live – CE
Rica Amaral – SP
Yagé (ARG)

Camarote Burn (Tenda)

DJ Múcio NT

O poder natural de Daniela Mercury, por Camille Paglia

Camille Paglia é a mais importante intelectual americana na área de cultura e arte. Sua tese "Personas Sexuais" - sobre a arte e o sexo na construção da civilização ocidental, da pré-história ao século XIX - é um marco na crítica e história da arte e tornou-se um best-seller mundial nos anos 90. Culta e de idéias originais e provocadoras, ela se tornou uma personalidade influente não apenas nos Estados Unidos. De personalidade forte, corajosa e ousada, teme-se a sua franqueza na mesma medida em que respeita-se a sua inteligência brilhante. Sua visão afirmativa da mulher e sua repulsa pelo discurso do feminismo americano conservador, que mantém o discurso da mulher como vítima do macho, fazem dela um verdadeiro tufão de renovação do feminismo no mundo. Seus artigos sobre o poder das divas, em especial valorizando os ícones Elizabeth Taylor e Madonna tornaram-se clássicos.

No dia 28 de maio, Camille Paglia esteve em Salvador, na Bahia, para uma palestra pública, no Teatro Castro Alves durante a série "Fronteiras do Pensamento". Ela falou sobre: "Variedades do erótico na arte do século XX". Neste evento, Camille teve acesso a todos os DVDs da cantora Daniela Mercury, e no dia 11 de junho, a escritora publicou em sua coluna, no salom.com, um artigo intitulado, "Obama's best veep choice - Plus: and Brasilian diva Madonna could aspire to". Em português: (A melhor escolha de Obama para Vice Presidente - Mais: e a Diva Brasileira que Madonna gostaria de ser). No dia 13 de agosto, a Professora Camille Paglia publicou, novamente, um artigo no salom.com intitulado: Obama's folksy come-on is as bad as Madonna's faux British -- and both are in desperate need of fresh inspiration. Plus: The elemental power of Daniela Mercury, em que amplia sua análise sobre a artista Daniela Mercury.

Eis o artigo traduzido:
O que aconteceu com Madonna? Eu tive uma série de revelações desde a minha viagem ao Brasil em maio, as quais escrevi em minha coluna de junho. Eu descrevi o momento no qual, depois de minha conferência sobre arte no Teatro Castro Alves em Salvador da Bahia, cinco DVDs de Daniela Mercury, uma superstar carismática que já foi chamada de "Madonna do Brasil", chegaram amarrados com uma fita vermelha. Foi literalmente eletrizante: eu me senti como se tivesse sido atingida por um raio, causando uma misteriosa reorganização das minhas células cerebrais. Meu tédio e desilusão com a cultura popular, que se intensificaram nos últimos 15 anos, pareciam ter desaparecido. Desde então, eu tenho explorado entusiasmadamente a história do Brasil e a carreira de Mercury através das maravilhas da web – esse instrumento revolucionário de intercâmbio cultural.

A carreira artística (na literatura, artes visuais e performance) tem sido um dos meus assuntos principais de pesquisa acadêmica desde a faculdade e na pós-graduação. É um dos temas principais do meu primeiro livro
Personas Sexuais, que investiga a dinâmica ocasionalmente punitiva da criação artística. Por que alguns artistas têm uma rápida explosão e se apagam, enquanto outros crescem, amadurecem, mudam de estilo e continuam a inovar com o tempo? Como as mulheres artistas em particular lidam com o envelhecimento? Catherine Deneuve, por exemplo, como Marlene Dietrich, antes dela, ganhou em majestade interpretando de acordo com sua idade e não tentando imitar desmioladas de 20 anos.

Pensando em Daniela Mercury, eu me dei conta de repente de que Madonna é uma pessoa deslocada, uma refugiada. Ela perdeu suas raízes – Motown, a cidade de Detroit (chamada de Motor City por causa de sua indústria automobilística), em cujo subúrbio ela cresceu. Detroit tinha sido uma capital importante para a música negra em sua juventude, mas sua vitalidade declinou, parcialmente por causa da recessão econômica que devastou tantas cidades industriais do Centro-Oeste americano. Madonna seria um instrumento para dar legitimidade artística para a música disco, antes um estilo underground de boates gays e negras. Como dançarina, ela mirou nos ritmos propulsivos, percussivos africanos presentes no coração da música disco.

Em segundo lugar, a cultura imigrante ítalo-americana da qual Madonna surgiu se desintegrou com o passar do tempo. Eu também sou um produto disso e fico muito sentida de que, em virtude da assimilação social, muito pouco reste (exceto as difamações vulgares de "A família Soprano"). O combate de Madonna contra as repressões do catolicismo italiano (com seu complexo de Madonna-puta) produziu seu trabalho inicial, o melhor. Mas o catolicismo italiano sempre teve um forte resíduo pagão em seu culto aos santos e também em seu imaginário vagamente erótico sadomasoquista. O catolicismo italiano era sincrético, cerimonial e fortemente imagético – uma inspiração ideal para um artista. Em terceiro lugar, ao deixar sua casa para procurar fama e fortuna em Nova Iorque, Madonna separou-se de sua grande família – a qual ela está tentando recriar atualmente, através de uma triste adoção de alto padrão em série.

Ao longo do tempo, voando para lá e para cá, entre Los Angeles e Nova Iorque e depois mudando-se para Londres, Madonna se tornou uma entidade flutuante. Ela tentou substituir o que considerava o puritanismo moralístico do catolicismo italiano pela Cabala – mas esse ramo introspectivo do judaísmo místico não é uma combinação ideal para uma dançarina pagã do calibre de Madonna. A Cabala, que ela exaustivamente transformou em moralismo enfadonho, tem sido desastrosa para a vida criativa de Madonna.

Apesar do seu interesse por homens latinos, tem havido pouca influência da música latina no trabalho de Madonna (exceto pela bela "La Isla Bonita"). Então, quando ela se casou com Ritchie, Madonna ficou obcecada pela alta sociedade britânica, na qual a expressividade emocional é programaticamente desencorajada. Ela começou a macaquear um sotaque britânico (uma afetação sempre ironizada no Reino Unido) e, por um tempo, aspirou à pequena nobreza do campo, caçadas, cavalgadas e tudo mais, até que ela caiu de um cavalo há três anos e, apesar dos planos anunciados de construir um luxuoso centro eqüestre para si, parece ter sabiamente arquivado a coisa toda. Madonna de fato deu novo gás à sua carreira no final dos anos 90 com a colaboração de uma série de homens especialistas na música eletrônica, mas será que a electronica (um artifício de estúdio) era realmente o caminho para uma dançarina e celebrante das glórias da carne?

Daniela Mercury, ao contrário, nunca deixou suas raízes. Embora viaje pelo mundo e seja sempre vista no Rio de Janeiro, ela ainda mora em sua cidade natal de Salvador, onde sua família vive, incluindo seus dois filhos que têm pouco mais de vinte anos (Gabriel Póvoas, músico, e Giovana Póvoas, dançarina) e também sua irmã, a cantora Vânia Abreu. A principal inspiração de Daniela é a própria cidade de Salvador, que, ao contrário de Detroit, ainda viceja como um centro de cultura negra. A Bahia é a região mais africanizada no Brasil. Estima-se que quase 80% dos seus habitantes tenham alguma linhagem africana.

Enquanto Madonna tem de fazer gestos extremos de compaixão em relação a Malawi (como em seu último filme), rodado em um continente com o qual ela não tem nenhum vínculo pessoal, Daniela Mercury está imersa na cultura negra desde a infância. Ela começou estudando dança afro, ao lado do balé, quando tinha 8 anos. Costumavam chamá-la de "a branquinha mais negra da Bahia". Em um país de sensíveis questões raciais e severas desigualdades econômicas, Daniela tanto no palco quanto fora dele tem denunciado fortemente o "racismo em todas as suas formas" e suas canções com freqüência celebram a beleza da pele negra.

O sincretismo religioso é muito complexo em Salvador, porto no qual milhões de africanos desembarcavam de navios negreiros para trabalhar em condições brutais nas plantações de açúcar e nas minas de ouro. Salvador, fundada pelos portugueses em 1549, foi a primeira capital do Brasil. A maior parte do que pensamos ser essencialmente brasileiro, incluindo o samba (uma dança africana), veio originalmente da Bahia, onde também havia índios nativos que se somaram à mistura racial. Quando os portugueses baniram os cultos africanos, os escravos simplesmente identificaram os santos católicos com seus próprios deuses, produzindo uma fusão belíssima que continua ainda hoje. Os cultos Yorubá sobreviveram no candomblé moderno, que também é praticado por muitos brasileiros brancos. Os rituais percussivos do candomblé enchem as ruas de Salvador, uma atmosfera sonora que é a voz característica da cidade.

Salvador, desde o início, era uma cidade altamente religiosa: há 365 igrejas no centro histórico, algumas delas construídas pelos escravos com seu próprio trabalho e dinheiro. A arquitetura e ornamentação dessas igrejas são sempre sincréticas estilisticamente – uma espantosa mistura eclética de motivos barrocos, clássicos e românticos. Daniela Mercury dramatizou o sincretismo religioso da Bahia em seu primeiro vídeo - "
Santa Helena" -, no qual ela é vista rezando em uma igreja católica no antigo bairro do Pelourinho e também realizando rituais de candomblé – oferecendo comida e velas aos deuses e perguntando profecias a uma sacerdotisa, que está jogando ossos como dados.

O carnaval de massa de Salvador, que antecede a Quaresma, também é religioso em sua origem. O carnaval do Rio de Janeiro, conhecido mundialmente, se tornou um espetáculo teatral formalizado e regulamentado: os dançarinos em fantasias elaboradas são assistidos por espectadores em uma grande arena. Mas o carnaval de Salvador é uma performance de rua, que toma conta e transforma a cidade inteira. Caminhões de som gigantes (trios elétricos), espremidos por milhares de pessoas que pulam alegremente, movem-se vagarosamente pelas ruas. Cantando e dançando perigosamente em cima das super-estruturas dos caminhões, a três andares de altura, estão cantores e dançarinos profissionais como Daniela, que grita hilariamente para as varandas e camarotes lotados de espectadores ao longo do trajeto. Os caminhões parecem navios de cruzeiro que se movem em um mar de pessoas: um milhão ou mais enchem as longas avenidas até onde a vista alcança.

O carnaval de Salvador é uma procissão religiosa que se tornou incrivelmente high-tec. Pode levar sete horas (com os artistas em um excesso de trabalho incansável) para completar o trajeto através da cidade. Em 1996, Daniela, cujo bloco de carnaval é chamado de Crocodilo, iniciou um novo trajeto pela orla marítima (Salvador é dramaticamente cercada por 50 km de praia) – produzindo então tomadas espetaculares em seus DVDs nas quais ela aparece cantando completamente fantasiada, acima das palmeiras iluminadas pela lua com as ondas que quebram abaixo. "Como a praia é linda!", ela diz para a multidão em uma dessas noites balsâmicas.

A experiência da infância de Daniela no carnaval de Salvador permanece a base de sua estética. Sua energia e poder vêm da performance improvisacional ao ar livre e da identificação empática de todos os cantores e dançarinos baianos com a comunidade multirracial. Inspirada pela estrela brasileira Elis Regina, Daniela começou a cantar em bares de Salvador quando tinha 16 anos, mas seu primeiro senso artístico foi como dançarina. A surpreendente variedade e complexidade dos ritmos africanos e brasileiros continua a motivar seu trabalho, que toma cem diferentes formas em todos os gêneros do pop e do jazz. Em contraste, Madonna, depois das inovações do seu vídeo inicial como dançarina treinada na técnica de Martha Graham, não foi além do estilo elegante do "Cabaret" de Bob Fosse que ela adotou nos seus shows de palco no início dos anos 90.

Madonna e Daniela seguiram caminhos inversos nos últimos 15 anos. A decadência artística de Madonna começou em 1992 – um ano depois de Daniela ter se tornado uma figura nacional no Brasil. Mas Daniela cresceu incrivelmente em autoridade pessoal e domínio artístico no mesmo período. Ela começou com uma presença refrescante, feminina, quase como a imagem de uma corça. Mas ela se transformou em uma tigreza! Aqui está uma seleção representativa do trabalho de Daniela, traçando sua evolução criativa:

1. "
Swing da Cor", um dos carros-chefe de Daniela Mercury (sobre o fim de um romance). Cantada em um concerto marcante de 1992 na colossal Praça da Apoteose (no Sambódromo, "templo do samba"). Observe o incrível tamanho da multidão e o delírio geral. Daniela tinha se tornado um símbolo de uma nova geração depois do fim da ditadura militar no Brasil sete anos antes. O simples "não" de Daniela com a explosão de atabaques pode ser um dos motifs mais instantaneamente identificáveis na música brasileira moderna.

2) "
O canto da cidade", outro dos carros-chefe de Daniela, que ela escreveu e canta no mesmo show de 1992 no Rio. Desde então, esta música se tornou um hino para muitas cidades no Brasil.

3) "
Beija flor" com a Timbalada em 1993. Daniela parece ser a única pessoa branca no palco com este grupo de incríveis percussionistas e performers de corpo pintado no estilo africano. O público vai ao delírio. Isso aconteceu no início do movimento axé do samba-reggae, com o qual Daniela se associou. Ele marcou uma quebra radical do estilo inicial de samba-jazz, mais suave, mais relaxado, que a maioria dos americanos conhece através da bossa nova. Daniela causou uma controvérsia inicial em virtude do uso pioneiro de instrumentos eletrônicos na música popular brasileira.

4) "
O reggae e o mar". Neste vídeo ensolarado de 1994, você pode realmente ouvir o reggae na música axé de Daniela. Parece que foi rodado em Nova Iorque – as torres do World Trade Center aparecem repetidamente. Daniela está dando piruetas (no Central Park?) como uma fada.

5) "Feijão de corda", uma bela canção enquanto Daniela dispara com sua dança de fada livre, com alguns movimentos muito bons de dança moderna. Este é certamente um vídeo para seu álbum pioneiro de 1997, "Feijão com Arroz", que já foi chamado de "obra-prima".

6)
Um dueto com Roberto Carlos de 1994. Note como Daniela está aberta embora timidamente terna e com uma feminilidade infantil neste período. Ela sempre demonstra uma grande atenção e profundo respeito com outros artistas.

7)
Um vídeo inicial com Gilberto Gil, um gênio da música baiana. Gil tinha sido preso, junto com o músico Caetano Veloso, pelo regime militar, mas se tornou mais tarde vereador em Salvador. No início de sua carreira nos anos 1980, Daniela foi vocalista para Gil. Note como ela ainda tem uma feminilidade infantil, apesar da calça preta e botas de salto alto sob o vestido vermelho de babados sugerirem um domínio crescente em persona. Eu suponho que esta música, com sua dança alegre na areia, seja sobre o estilo de vida relaxado e imaterialista baiano.

8) "
Embala" com o Cirque du Soleil em um grande show ao ar livre. Daniela está dançando tão livremente quanto o Ariel de Shakespeare. Que crescendo de ritmos brasileiros fantásticos e complexos! Os performers de kickboxe estão de fato fazendo capoeira, uma versão das artes marciais trazida pelos escravos africanos para a Bahia e ainda praticada nas ruas de Salvador. Aqui Daniela está usando suas habilidades de balé mais graciosas. O final, quando ela atravessa o grupo para se libertar na arena livre, é absolutamente revigorante. Há cortes de câmera excessivos nos seus melhores movimentos: se a Hollywood clássica estivesse filmando a performance de Daniela naquela noite, teria se aproximado do trabalho mais inesquecível de Rita Hayworth e Cyd Charisse.

9) "
Aeromoça" do álbum "Clássica" de Daniela, gravado em uma casa noturna, como aquelas nas quais ela começou sua carreira de cantora nos anos 80. Esta canção bela e melancólica (próxima do fado português) foi escrita por Daniela e seu filho, Gabriel Póvoas, que recentemente lançou um álbum de bossa nova. (Infelizmente, o som e a imagem deste vídeo divergem a partir de 1:30 provocando muita raiva.) A música usa a metáfora de uma aeromoça para dizer que o cantor deve "voar" e não pode ficar preso em um relacionamento romântico. Eu adoro o melisma quase oriental do final. Daniela aparece radiante em um top brilhante verde-oliva, parecido com uma roupa de mergulho. Ela está um pouco tímida, contendo sua energia e visivelmente lutando para não dançar! Mas ainda assim ela faz alguns movimentos maravilhosos, incluindo a imagem final de flamenco.

10) "
Os Colombos". Daniela está pesarosa e casual em um estúdio, simplesmente com um violonista e um pianista. Outra canção melancólica e taciturna. Daniela também faz algumas improvisações fabulosas e ultra-sensuais com seus braços em torno de 2:32, junto com um misterioso vocal ao estilo de Yma Sumac. No final, ela surge como uma sonâmbula do espaço artístico e muda para seu eu real com um sorriso deslumbrante e amigável.

11) "
Olha o Gandhi aí", outro dos carros-chefe de Daniela, interpretada por ela no Coliseu em Lisboa. Contudo, o verdadeiro nocaute é a gravação original, que este vídeo de um ensaio da Companhia Axé captura perfeitamente. Escute o incrível ritmo e a guitarra elétrica crua e psicodélica! Minha cabeça quase explodiu quando eu ouvi isso pela primeira vez. Eu admiro profundamente o modo como Daniela deixa sua voz cair no refrão a três quartos do início. Ela tem a misteriosa habilidade de criar intimidade repentina no meio da potência, quando ela cai para sua voz de peito, grave e rouca. Como diabos ela faz isso no meio daquele estrondo dionisíaco dos tambores e guitarras vigorosos? (Donna Summer cantava alto e permanecia alto quando surfava no tsunami de Giorgio Moroder). Esta música é uma saudação à uma associação (afoxé) de homens em Salvador, os Filhos de Gandhy, que se vestem com turbantes e túnicas brancas para celebrar os valores de paz de Mahatma Gandhi. A música diz que a procissão deles pela rua é um "tapete branco" ao qual todos correm para ver.

12) "
O mais belo dos belos", uma incrível peça teatral da maratona de Daniela para o especial da MTV Eletrodoméstico de 2003, que eu acho que todo jovem performer aspirante deveria comprar e estudar. De um canavial, surge uma série de dançarinas africanas adornadas e radiantes, simbolizando o nascimento da música brasileira nos séculos atrozes de escravidão. Com passos largos e ondulantes, como um gato, Daniela surge de preto com um adereço de cabeça ritual com ornamentos de prata caindo sobre seus olhos, a roupa de uma sacerdotisa do candomblé. Esta feiticeira confiante com seu magnetismo animal está a um mundo de distância da jovem cantora tímida do início dos anos 90.

13)
Daniela interpretando a obrigatória canção-título de "Eletrodoméstico" em um festival de jazz em Montreal, em 2004. A câmera nem sempre pega os belos, agitados, movimentos de dança moderna, com o braço totalmente estendido (como itálico), que é a marca desta música e que pode ser melhor vista no DVD Eletrodoméstico, no qual a canção inicia o show. Este vídeo é uma demonstração marcante do poder da arte: um grupo viajante de músicos brasileiros recriando o fogo cultural de sua nação em um espaço de pouca luz, com uma atmosfera invernal, como uma caverna, no Canadá. Note o uso dos tons graves e roucos de Daniela e sua linguagem corporal militante, quase masculina, quando ela surge com a persona de rapper de rua da canção. Como é charmoso, como sempre, quando ela retoma seu eu verdadeiro cordial no final. E, não menos importante, ela está usando uma das suas roupas pretas de couro recortado mais sensacionais.

14) "
Umbigo do Mundo" interpretada por Daniela com o famoso grupo de percussão baiano, Olodum, da produção da MTV de Eletrodoméstico. Percussão inebriante. E Daniela faz o rap brilhantemente. Eu posso não entender português, mas ainda assim é fascinante – poesia pura! (Ouvir Daniela neste verão me inspirou a comprar CDs de aprendizagem de idioma em Português do Brasil e livros de gramática).

15) "
No balanço do mar". Um ritmo brasileiro belo e alegre, enquanto Daniela pastoreia um rebanho de garotas sexy com saias feitas de bacias de alumínio, as quais elas batucam entusiasticamente com baquetas de percussão. As divertidas roupas (como saídas da Paris da vanguarda dadaísta) são uma fantasia criada por Daniela, inspirada nos tambores de rua de metal.

16) "
Ilê de Luz", no show de 2005 no Farol da Barra, o histórico farol de Salvador. Isto não é entretenimento popular: é música artística, tão séria quanto qualquer uma de Schubert. Daniela está cantando quase à capela, apenas com o acompanhamento de um pandeiro. Ela está muito emocionada e a platéia permanece estranhamente silenciosa e perplexa. Ela está quase salmodiando, como uma sacerdotisa ou um grego antigo ou um poeta beat. Sua inteligência ardente e compromisso moral são completamente visíveis quando ela usa firmemente o estilo tradicional africano de "pergunta e resposta" com a multidão de jovens. Ela está cantando sobre racismo e o triunfo do amor contra o preconceito; ela coloca ênfase especial nos versos sobre a beleza da pele negra. Sua mão erguida no final (na palavra luz) aponta para o sol na esperança da iluminação e redenção social.

17) Para ter um gostinho da vida de rua de Salvador,
veja isso. Aqui estão dois homens belos e semi-nus fazendo uma impressionante demonstração atlética de dança axé em um parque da Bahia. Observe a postura caracteristicamente ampla das pernas e pés, uma imagem africana que eu só tinha visto antes na dança limbo. Quando uma mulher (como Daniela) faz isso no palco, a dança dá grande força de afirmação ao torso e quadris.

18)
Aqui estão duas jovens mulheres vivazes competindo em um concurso de axé na praia de Salvador. Que espantosa fluidez pélvica! Veja o nascimento do samba e todo o balançar das cadeiras do rhythm and blues americano nos últimos 60 anos!
19) Que tal isso para entretenimento extra? É um
coro percussivo estimulante nas ruas de Salvador – mãe África falando quase cinco séculos atrás. Observe uma peculiaridade da Bahia tropical que me pegou de surpresa quando eu estava lá: o sol está brilhando no começo deste vídeo curto e então ele se põe repentinamente. Puf! Não há crepúsculo. Os carros à distância ligam os faróis e é isso.

20)
Uma fofoquinha de bom gosto: a jovem cantora estrela Nelly Furtado, rapidamente eliminando a idéia de que tenha querido imitar Madonna. Não, ela diz, é Gloria Estefan e, mais ainda, Daniela Mercury que são seus modelos como estrelas internacionais.

21) O carnaval de Salvador de 2007: um vídeo clip de Daniela (em um vestido remotamente espanhol com um véu branco) cantando e gritando do alto do seu trio elétrico. Longas tomadas da avenida mostram seu trio do Crocodilo cercado pela massa.

22)
Este clip do mesmo carnaval de Salvador de 2007, feito com um celular de um fã em uma varanda, realmente oferece um excitante sentimento de que parece que você está lá (o pôster francês do YouTube diz: "Voici la sublime Daniela Mercury" [Eis a sublime Daniela Mercury]. O trio do Crocodilo de Daniela pode ser visto se aproximando grandemente e passando (com outro caminhão atrás) enquanto a ouvimos cantar um de seus muitos sucessos, "Maimbê Dandá" ("Zum, zum, zum"). O delírio nas ruas é bem capturado do alto. A arquitetura do altivo trio elétrico (que aqui parece um barco a vapor aceso do Mississipi) é claramente visível de lado, com os dançarinos na plataforma mais alta e os músicos no nível mais baixo. No final, membros do Filhos de Gandhy podem ser vistos com seus turbantes brancos no meio da multidão.

23) OK, agora de volta à questão de Madonna. Por favor, compare a foto horrível, fria de uma múmia deslocada na frente do último CD de Madonna com
esta deliciosa foto recente de Daniela Mercury em um programa de TV. Entende o que eu digo? Esta mulher vital está em contato com a natureza brasileira em todo o seu esplendor. Quando meu colega Jack DeWitt viu a foto, ele disse que Daniela se parece com "uma ninfa ou uma bacante, com algo de selvagem em seu olho". Direto no alvo!

24)
Aqui está um programa de alguns meses atrás quando Daniela foi entrevistada longamente por Marilia Gabriela, uma grande dama super-paga de São Paulo na região sudeste do Brasil (a Bahia está no distante nordeste). Outra vez, observe a sensualidade calorosa, bem-humorada e relaxada de Daniela comparado com a Madonna laminada e posada de "Hard Candy". Aos 6:55, pouco antes de ela mostrar alguns DVDs, Marilia pergunta sobre a vida amorosa de Daniela, como anunciado na imprensa. Daniela confirma afavelmente que atualmente tem um relacionamento com um jovem e belo empresário brasileiro e sim, ela também teve um caso no ano passado com uma mulher em Nova Iorque, mas que não, ela não era arquiteta!

25) Continuando o ultimo tema picante,
Daniela travessamente causou um rebuliço na imprensa no verão passado quando beijou outra cantora brasileira, Alinne Rosa, durante a gravação de um DVD. (Na reportagem, clique na linha amarela "Veja a foto ampliada" para ter uma visão aumentada das duas mulheres beijando-se contra um fundo preto). Todos sabiam imediatamente que era uma alusão ao beijo de Madonna e Britney Spears no palco (um momento fatal que evidentemente fez a carreira de Spears entrar em parafuso). Naturalmente, as lésbicas da América do Sul ficaram radiantes, como neste website, que tem mais fotos da travessura com Alinne Rosa, mas, infelizmente, não tem a foto de Daniela colocando atrevidamente a mão no decote de Rosa. (Oh, quanta diversão!)

28)
Finalmente, aqui está outra entrevista reveladora, mostrando a animação, abertura e graciosidade despretensiosa de Daniela, em oposição às afetações, suspeitas e defesas ferinas de Madonna. Caso encerrado!

Esta é a história de uma mulher que se apaixonou por uma cidade. O amor supremo de Daniela é Salvador da Bahia. Nenhum homem ou mulher pode competir pelo coração dela contra a incrível variedade da cidade e de seu povo. Com seus montes altos e praias brancas e sua carga pesada histórica, Salvador é uma interseção mágica de natureza e cultura. Muitos grandes artistas foram criados pela Bahia. Mas Daniela Mercury, através do seu extasiante casamento com a alma da cidade se tornou sua deusa.

Artigo original, em inglês:

Mais um cartaz de divulgação do Coca-Cola Zero Festival: faltam apenas duas semanas!!!

Segundo informações da Destaque Promoções, responsável pela realização do Coca-Zero Festival, a ordem de apresentação dos artistas ainda não foi definida. Mas, como Daniela participará de um jantar da Sociedade Brasileira de Odontologia Estética (SBOE), em que receberá o prêmio de Mais Belo Sorriso do Ano, ela não deverá ser a primeira a se apresentar. Além da Rainha da música baiana, o Coca-Zero Festival terá, no dia 13 de setembro, shows de Netinho, NX Zero e Forró do Muído.

Arte: Bernardo Luiz

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Daniela de volta à Argentina em novembro

Um dos países que ajudaram a consolidar a carreira internacional de Daniela Mercury voltará a receber a artista. No dia 26 de novembro, o Teatro Gran Rex, em Buenos Aires, na Argentina, irá ferver ao som da baiana. As vendas já começaram e o site muba publicou a seguinte biografia da cantora:

Daniela Mercuri de Almeida Póvoas, conocida como Daniela Mercury, nació en Salvador de Bahía el 28 de julio de 1965. A los ocho años de edad, comenzó a estudiar danzas (ballet clásico, danzas afro y jazz). A los trece, influenciada por Elis Regina, decidió volverse también cantante.

Antes de iniciar su carrera solista, fue integrante de la banda Eva (banda bahiana de música Axé). Fue también corista de la banda de Gilberto Gil.

El primer álbum de Mercury, que lleva su nombre como título, fue lanzado en 1991 En 1992, Mercury fue contratada por la discográfica Sony Music y lanzó su segundo álbum, O Canto da Cidade. Este vendió mas de dos millones de copias en Brasil, siendo los principales éxitos: "O Mais Belo dos Belos", "Batuque", "Você Não Entende Nada" y la canción que da nombre al álbum.

En 1994 Mercury lanzó su tercer álbum, titulado Música de Rua y fue seguido por 9 discos hasta el año 2006 inclusive. Esto la convirtió en una de las cantantes brasileñas más populares de todos los tiempos, vendiendo cerca de once millones de álbums en todo el mundo. A comienzos del 2008 la cantante lanzó "Preta", su más reciente single, el mismo va a ser parte del álbum que está grabando y que será lanzado en breve.